Empresários e candidatos devem ficar atentos aos direitos e deveres do trabalhador temporário
O final do ano está chegando e com ele as contratações extra-Natal. A expectativa em torno das contratações deste ano é grande, principalmente pelo reaquecimento do comércio. Outro fator que gera otimismo é a possibilidade de utilização de recursos do FGTS para gastar nas festas e para recuperar o acesso ao crédito. Segundo Adalberto Santos, diretor executivo da Afamar Recursos Humanos, as empresas pretendem aumentar em até 10% suas contratações de fim de ano. E as seleções de pessoal já começaram.
“Existe um espaço de tempo que é necessário para seleção, contratação e treinamento, por isso a antecedência”, afirma Adalberto, lembrando que as contratações, normatizadas pela Lei federal 6.019/74, devem ser obrigatoriamente feitas através de consultorias de RH. Empresas interessadas em contratar por esta modalidade devem ter o cuidado de verificar se as consultorias estão em conformidade com as regras federais, e se têm as certidões negativas necessárias para seu funcionamento.
De acordo com Adalberto, esta modalidade de contratação é boa não só para a empresa, mas para o funcionário também. “É uma oportunidade de demonstrar sua capacidade de trabalho e dedicação. A média histórica nos mostra que aproximadamente 30% das pessoas contratadas para os extras de final de ano são aproveitadas de forma permanente pelas empresas”, acrescenta, lembrando ainda que o temporário também tem direito a benefícios.
A lei que rege o trabalho temporário é de 1974, mas sofreu alterações ao longo do tempo. Agora, por exemplo, é possível contratar sob esta modalidade por até nove meses – com contratos de seis meses prorrogáveis por mais três. Adalberto frisa que esta modalidade é válida também para outras épocas do ano, não somente no Natal.
“A contratação temporária foi usada, por muito tempo, para o reforço da equipe nesse tipo de caso, onde há o aumento pontual da demanda. Mas ela também serve para outros fins, como para cobrir a ausência de outros profissionais por tempo determinado.
Para o empregador ela é boa porque não impacta de forma indefinida nos seus gastos com folha de pagamento, e para o funcionário ela é segura porque seus direitos trabalhistas são garantidos”, pontua o especialista em RH, frisando que benefícios como auxílio transporte, FGTS, férias e 13o salários são garantidos a estes profissionais. “O temporário não é um funcionário de segunda classe, é preciso desmistificar esta questão”, aponta.
Adalberto explica, ainda, que o comércio ainda é o grande contratante das vagas temporárias, principalmente nesta época do ano. Mas outros setores também estão aquecidos neste tipo de contratação. A chamada alta temporada do turismo aquece as contratações em setores como hotelaria, gastronomia e serviços.
Já empresas do ramo educacional, como escolas e universidades, buscam os temporários como reforço para o período de captação de novos alunos e matrículas. “O importante é que o candidato deve procurar as vagas, e se portar, como se estivesse procurando um posto definitivo. Profissionalismo, ética e boa postura são critérios que nunca deixam de estar no radar de quem seleciona para uma vaga”, alerta.
Be the first to comment on "Começam as seleções para os extras de Natal"